
A revista Serafina, publicada pela Folha de São Paulo mensalmente, tem uma sessão chamada Vintage. Nela, grandes artistas da música, teatro, televisão e cinema são convidados a responder dois questionários à mão (e é assim que ele sai no periódico). As questões são iguais e estão no formato para serem completadas, porém, são datadas em dois momentos das vidas de seus convidados, a diferença varia.
Baseada nisso e em alguns cadernos de perguntas e respostas que preenchíamos quando crianças / adolescentes, eis os meus questionamentos mais comuns e os dois momentos de suas respostas. Quase um eu, por mim mesma, com quinze anos de diferença.
1994
Eu tinha medo… Do mundo acabar em 2000.
Eu comia muito… Tudo o que colocassem na frente.
Eu gostava do filme… De Volta para o Futuro.
Eu gostava de ler… Márcia Kupstas e a coleção Para Gostar de Ler.
Eu me irritava muito com… Meus pais, por proibirem tudo.
Eu dava muita risada com… Programas de rádio humorísticos.
Eu sonhava em… Ser jornalista.
Eu me apaixonava… Toda hora e sempre pela pessoa mais difícil.
Eu queria viajar… De avião.
Eu queria casar com a música… A Day Without Rain, da Enya.
Eu, aos 25 anos, queria estar… Casada, formada e esperando um filho (menino).
Eu achava que a cura existia… No realizar dos sonhos.
2009
Eu tenho medo… De quase tudo, quase sempre.
Eu como muito… O que me dá prazer e faça bem (ou não).
Eu gosto do filme… Que me provoca boas reações.
Eu gosto de ler… Boas indicações.
Eu me irrito muito com… A arrogância alheia.
Eu dou muita risada com… O humor inteligente.
Eu sonho em… Desvendar o desconhecido.
Eu me apaixono… Depois de muita conversa.
Eu quero viajar… Para a Europa.
Eu quero casar com a música… Nenhuma, casar é brega.
Eu, aos 35 anos, quero estar… Estabilizada, mas aprendendo.
Eu acho que a cura existe… Nas pequenas coisas, mas só aquelas que nos fazem bem.




Vc mudou. Cresceu. Passou do “Girl, You’ll Be a Woman Soon” para “Get On (Put) Your Boots (On)” =)
Ah, eu adorava preencher os cadernos as meninas, para ler o que elas tinham escrito, hehehhe
Hahahaha já eu dizia que ia responder cadernos das meninas, lia o que elas escreveram mas nem respondia =P
Eu acho que a cura existe: No realizar dos pequenos sonhos que nos fazem bem.
Portanto, mire na lua