Hoje pela manhã, enquanto realizava uma tarefa infame das minhas atribuições e conversava com algumas colegas, voltei a pensar nos meus objetivos cruciais.
Já na hora do almoço, uma amiga perguntou se eu compraria o carro dela. Cheguei a ficar pensativa com a possibilidade: não era uma oportunidade ruim. E eis que resolvo escrever. Talvez esse assunto rendesse o post enorme que todos queriam ler, mas também a chatice e o cansaço de divagações, incertezas, conclusões não-concluídas, além de falta de amor-próprio.
Tudo o que eu preciso é de uma reviravolta, seja profissional, escolar, pessoal, amorosa.
Tenho um amigo que resolveu passar num concurso. Apesar de torcer demais por ele, não seria essa melhor forma para a resolução dos meus problemas profissionais. Precisaria fazer uma pós que me trouxesse algum ânimo, mas não sei se a escolha que tenho é a certa, mas, se não é, qual seria ela? E, com isso, um cargo espetacular? Não tenho certeza também.
E se, de repente, fosse para o exterior? Talvez enfrentar o preconceito de ser latina, a intolerância de não dominar o idioma, mesmo sendo um lugar melhor, menos violento e com maior possibilidade de voltar já grandinha para viver aqui, se voltasse. Sim, precisaria enfrentar tudo isso.
Mas e o apartamento que iria comprar em Sampa? Esse sim, estaria mais próximo, e com ele, um adeus à pós e ao carro. Bem vinda liberdade!
Infelizmente o erro no percurso fez adiar o xeque-mate neste lance. Penso em voltar a competir e caçar algum canto para viver. E se esse ainda não for o momento?
Por fim, o lado sentimental. Coração frio esse meu, que não tem o dever de pensar, mas que age e segue correndo perdido em labirintos de paixões, ou de apaixonites temporárias.
No final das contas, viver de possibilidades cansa, transformar chances em apostas reais dá medo. É preciso focar apenas uma área, uma hipótese, e assim, todas as demais viriam como conseqüência.




