Estava sentada em uma mesa do canto direito daquela cafeteria. Enquanto aguardava o seu chocolate quente, observaria o andar apressado dos estudantes em frente à praça.
O clima era frio suficiente para não deixar o cachecol de lado.
Foi servida a bebida escaldante no exato momento em que ele entrou naquele lugar.
A parede branca e os móveis em cores escuras dariam mais luz à jaqueta cinza.
Imediatamente ela fingiu ler um livro, como se não o tivesse avistado, apenas para que não fosse reconhecida. Seu corpo tremia, sua respiração era falha, mas imaginaria que não seria abordada, como se isso já fosse esperado.
Ele pediu um expresso, quando, do balcão, pode perceber a presença da moça do cachecol mesclado. Seus olhos fitaram-na por frações de segundos, chegando a esboçar um brilho diferente. Seus pensamentos foram até passado não distante: àquela noite de cores pretas e laranjas.
Não poderia abordá-la. Suas lembranças e o seu presente o impediriam.
Terminou o seu café, respirou fundo e deixou para trás um último suspiro de esperança daquela que poderia ser sua única companhia.





Ai,a angustia de ver e não poder tocar!!!
You see her, you cant’t touch her
You hear her, you cant’t hould her
You want her, but you cant’t have her
Adorei a foto. Pergunto (já sabendo que resposta não vem) de onde é.
E pensei uma grandeza: o tempo de um café. Quanta coisa acontece no tempo de um café. Entre a primeiro vapor que sobe da xícara até a última borra a grudar na porcelana, o mundo todo pode… pode tanta coisa…